Já parou pra pensar como aprendeu a falar? Como adquiriu uma habilidade nova? Como se portou em um trabalho que nunca havia feito antes? Se passou por qualquer dessas situações, um recurso de aprendizagem que seguramente foi adotado é a imitação.
Imitar é um processo de aprendizado natural do ser humano, funcionando igual pra quem começa a escrever poesia. Porém, como somos compelidos desde o princípio a produzir uma obra original, acabamos disfarçando nossas referências, apagando as evidências (desculpa, foi mais forte que eu).
Uma parte importante do processo de aperfeiçoamento é reconhecer as nossas influências, entender que vamos beber de uma fonte que, por sua vez, bebeu de uma outra vertente anterior. Investigar com consciência estes caminhos legados por nossas influências é uma forma de abrir picadas no rumo da nossa originalidade.
Associando conceitos do livro “Roube como um
artista” e outra obra já citada aqui, comecei a desenvolver um mapa poético. O
livro sugere uma árvore genealógica, mas achei a imagem do mapa mais adequada
para a proposta.
Como funciona esse exercício: fazer uma lista
com 20 autores (poetas/letristas) que reconheça que marcaram/influenciaram na
sua escrita. Escrever sobre cada autor, como conheceu, características que
foram influência e estabelecer uma palavra/expressão que defina o autor pra ti.
Conheça mais sobre cada um desses autores e tente conhecer três referências de
cada um deles.
Agora a parte que acho mais interessante: escolher
três letras/poemas de cada um destes autores, tendo como critério o que
considera melhor escrito ou o que mais marcou. Escreva sobre as obras que
escolheu, depois leia e releia várias vezes cada uma delas.
Em vez de batalhar na tentativa de camuflar as influências do seu trabalho, torne estes autores mentores silenciosos que o acompanham nessa jornada. É mirando os rastros dos rumos já trilhados que encontramos um caminho original.
[Esse texto integra o perfil "dissecando versos" do Instagram]
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